Todo mundo deveria treinar como um atleta olímpico

Ricardo Joseph

Desde o primeiro semestre de 2020, o mundo foi forçado a passar por mudanças drásticas. A pandemia de Covid-19, além de reforçar a medicina e a ciência em geral como tópicos de suma importância, trouxe medidas necessárias para nos mantermos em segurança. Repensamos tudo: como trabalhamos, nos divertimos, nos relacionamos O novo normal, a nova forma de viver. A atividade física regular, tão importante para a nossa saúde, não ficou atrás – ou ficou. Teve gente que, com o isolamento social, simplesmente por não ver opções, não conseguiu dar continuidade às suas práticas. Escrevo esse texto justamente por ter encontrado, em tempos difíceis, esse equilíbrio. Foi incrível como a tecnologia me conectou aos hábitos saudáveis – tanto físicos, como mentais. Em tempos em que estamos aqui acompanhando as vitórias dos nossos atletas e nos perguntando, como será que isso tudo é possível, quis trazer, minimamente, o incentivo de que todos temos um atleta olímpico dentro de nós.

Esses esportistas brasileiros, que muitas vezes têm de fazer jornada dupla por falta de incentivo e patrocínio (ou seja, possuem empregos fixos e uma agenda paralela de treinos), calcularam a vida profissional ao redor de uma data. O calendário planejado deles previa um movimento crescente para justamente estarem no auge da forma para encararem a disputa. Se a pandemia mudou a nossa rotina, imagine a deles: além de reformular esse planejamento, muitos tiveram que treinar… em casa. No improviso. Online. Como eu e outros que sei que viveram o mesmo, claro, guardadas as devidas proporções. Um exemplo muito citado pela imprensa e que acompnehi é o caso do nadador medalhista de bronze Fernando Scheffer, que improvisou uma academia no seu lar e chegou a treinar no açude por causa do fechamento dos clubes, o que impossibilitou o acesso dele a uma piscina.

E daí você vai me falar, mas é muito difícil. E eu não vou dizer que é fácil concilicar tanta coisa em meio ao caos que continuamos vivendo. Mas, se vale como incentivo, na prática, gostaria de contra como eu faço. Eu reservo um tempo da minha agenda para esse treino, como reservaria antes desse período pandêmico, para ir à academia. É um compromisso comigo que exige conexão de internet e disposição, uma questão de autocuidado e de visão a longo prazo. Sou suspeito para falar, mas eu faço treinos no aplicativo da Vibe, que hoje atuo como co-fundador. Os benefícios da atividade física regular não são apenas imediatos (qualidade de sono e nível maior de serotonina que ajuda no combate ao estresse, por exemplo) como também se refletem na minha qualidade de vida no futuro. No meu futuro. No futuro saudável que acredito e que norteia, inclusive, o business que tenho orgulho de gerir.

Tá, mas e o que levamos disso? A força de vontade e a superação são claras. Você pode até justificar que o objetivo deles, o pódio, é bem diferente do nosso. Eu retruco dizendo que a nossa medalha é inestimável: a saúde física e mental e a qualidade de vida não podem ter seu valor avaliado em ouro, prata ou bronze. O valor é o de viver. É a energia que levamos para os nossos dias e de quem está conosco diariamente. É a vibe que transita o nosso corpo e contagia – e nos guia – para os verdadeiros ouros da vida.

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