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O que são métodos anticoncepcionais?

24 de maio de 2022
Mulher em dúvida sobre qual anticoncepcional usar

Escrito por: Ginecolgista na Vibe Saúde Dra. Stephani Caser- Crm:194359

Métodos contraceptivos são mecanismos usados para prevenir a gravidez. No mercado, encontramos diferentes tipos, que variam desde a via de administração até a forma como atuam no nosso corpo. Assim, é possível escolher o método que mais se adapta ao seu estilo de vida e necessidade pessoal.  

Tipos de métodos contraceptivos

Podemos dividir os tipos de contraceptivos em: 

  • Métodos comportamentais 

Tabelinha: evitar o sexo desprotegido entre o início e fim do período fértil de acordo com o seu calendário menstrual. Não está indicado para mulheres com ciclo menstrual irregular.   

Coito interrompido: consiste em retirar o pênis da vagina quando o homem estiver próximo de ejacular. Tem alta taxa de falha devido a produção de um líquido muitas vezes não percebido, antes da ejaculação, mas que pode conter espermatozoide. 

Temperatura basal: após a ovulação, tem-se um discreto aumento na temperatura corporal. Pode ser medido colocando o termômetro na boca por 5 minutos, em repouso logo pela manhã  

Billings (muco cervical): a secreção vaginal muda conforme nossos hormônios, e durante o período fértil, o muco do colo do útero fica transparente, e mais filantes (consistência semelhando com a clara de ovo)  

  • Métodos de barreira 

Preservativo feminino: Capa flexível inserida dentro da vagina antes da relação sexual que retém o esperma após a ejaculação.  
 

Preservativo masculino: Capa flexível que reveste o pênis durante a relação sexual e não deixa o esperma ter contato com a vaginal. Deve-se colocar antes primeira penetração e retirar ao final do sexo, ainda com o pênis ereto, reduz a chance de falha do método. Existe no mercado produtos sem látex para quem for alérgico.  

Diafragma: Disco plástico inserido até o fundo da vagina que recobre o colo do útero e impede a passagem dos espermatozoides. Deve ser colocado entre 30 minutos antes e retirado 6 horas após a relação sexual. 

Tanto o preservativo feminino, quanto o masculino, previnem contra infecções sexualmente transmissíveis (IST) e são distribuídos sem custos pelo SUS em diversos estabelecimentos públicos, como metrôs, hospitais e postos de saúde. Algumas substâncias lubrificantes, como o óleo de coco, não devem ser usadas junto com a camisinha.  

  • Métodos hormonais sistêmicos (atuam em todo corpo e bloqueiam a ovulação): 

Pílula anticoncepcional: Existem diversos medicamentos disponíveis no mercado. As pílulas contendo um hormônio (progesterona) são de uso contínuo (30 dias) e indicadas às pacientes com contraindicação ao estrogênio (em amamentação, fumantes, portadoras de doenças no fígado ou enxaqueca etc.). Pílulas contendo dois hormônios (estrogênio e progesterona), se diferenciam pelas várias combinações possíveis entre eles e podem se apresentar em cartelas de 21, 28 ou 30 dias. Ambas devem ser tomadas todo dia e no mesmo horário.  

Anel vaginal: Dispositivo contendo dois hormônios (estrogênio e progesterona) que é inserido dentro da vagina e acoplado ao redor do colo do útero pela própria paciente. Após 3 semanas de uso é realizada a troca por um novo anel. Ao contrário do que muitos acreditam, não atrapalha o sexo e nem a realização dos exames ginecológicos.  

Adesivo anticoncepcional: Adesivo contendo dois hormônios (estrogênio e progesterona), são absorvidos através da pele e atuam bloqueando a ovulação. São aplicados nos braços, parte inferior da barriga ou nas costas e sua troca é realizada a cada 7 dias durante 3 semanas.  

Anticoncepcional injetável: Estão disponíveis as injeções anticoncepcionais mensal (com dois hormônios: progesterona e estrogênio) e a injeção trimestral (apenas progesterona). Ambos bloqueiam a ovulação e podem levar a suspensão da menstruação durante o período que foram utilizados.  

  • Métodos reversíveis de longa ação (DIU e implante anticoncepcional): 

DIU de  cobre (não hormonal): Dispositivo em formato de “T” recoberto por cobre, que atua impedindo a fecundação do óvulo. Tem duração de até 10 anos e é fornecido pelo SUS como método contraceptivo. Algumas pacientes relatam aumento do fluxo e da cólica durante o período menstrual. 

DIU de cobre com prata (não hormonal): Dispositivo envolto por prata e cobre com duração de até 5 anos devido ao tamanho menor. O mecanismo de ação também é por conta do cobre, e assim, algumas pacientes relatam aumento do fluxo e da cólica durante o período menstrual. 

DIU Mirena (hormonal): Possui dispositivo liberador de levonorgestrel (tipo de progesterona) e ação principalmente local (uterinas). Apresenta duração de até 5 anos na bula e estudos avaliam ampliar a duração para até 7 anos. Reduz o fluxo menstrual e muitas mulheres permanecem sem sangramento durante o uso. Está disponível no SUS para tratamento de sangramentos uterinos irregulares, adenomiose e endometriose. 

DIU Kyleena (hormonal): Apesar da duração de 5 anos, é uma versão menor do Mirena, e, portanto, liberando menos levonorgestrel. Produz as mesmas alterações uterinas para contracepção e preserva a função dos ovários da mesma forma. O fluxo menstrual tende a diminuir ou até ficar suspenso durante o uso.  

Implante subcutâneo: Conhecido popularmente como chip anticoncepcional, é um dos mais novos métodos contraceptivos. Um bastonete contendo etonogestrel (tipo de progesterona) é inserido no braço não dominante com anestesia local no consultório/ambulatório. Tem duração de até 3 anos e seu diferencial é que faz o controle dos sintomas da tensão pré -menstrual.   

Todos os métodos descritos podem ser retirados em qualquer momento que a paciente desejar. Bem como, podem ser utilizados por mulheres que não tiveram filhos.     

Todos os DIUs são inseridos dentro do útero de forma simples e rápida em consultório/ambulatório. O fio é cortado a 2 cm de comprimento para que abrace o colo uterino e não seja sentido durante a relação sexual.  

  • Métodos de esterilização irreversíveis:  

São métodos permanentes, portanto, é necessário realizar o planejamento familiar para se submeter as cirurgias.  

Laqueadura tubária: O procedimento é realizado em centro cirúrgico e necessita de internação hospitalar. São técnicas cirúrgicas que cortam, amarram ou fecham as tubas uterinas (onde costuma ocorrer a fecundação do óvulo pelo espermatozoide). No Brasil o serviço é oferecido pelo SUS para pacientes com 25 anos de idade ou mais e/ou dois filhos vivos. 

Vasectomia: A cirurgia no homem costuma ser mais simples e pode ser realizada em consultório ou ambulatório adequados. Consiste no corte de um canal presente no testículo, o canal deferente. Após a cirurgia, o homem continua tendo ereções e ejaculando, porém, seu sêmen não conterá mais espermatozoides.  

Pílulas anticoncepcionais

No Brasil, as pílulas anticoncepcionais ainda são o método mais utilizado, porém, o DIU tem ganhado cada vez mais usuárias, principalmente, pelas menores taxas de falha e de efeitos indesejados. Com frequência nos questionamos sobre qual método é mais eficaz e é importante lembrar que todo método contraceptivo possui taxa de falha que varia de acordo com as suas tecnologias, indicações e formas corretas de uso.

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