Os agentes de mudança nas nossas vidas

Mudar significa “trocar de lugar” ou “alterar”, fala de uma necessidade de adaptação para conseguirmos sobreviver às coisas que nos acontecem. Mas como fazemos isso no dia a dia?

A vida em sociedade nos chama o tempo todo para mudanças! E nós somos os principais agentes de mudança nas nossas vidas.

Pense nisso: por mais orgulho que se tenha em assumir uma personalidade e se definir, os fatos, as situações e as outras pessoas nos impactam cotidianamente, nos tirando da zona de conforto.

Neste sentido, a palavra mudar, que significa “trocar de lugar” ou “alterar”, fala de uma necessidade de adaptação para conseguirmos sobreviver às coisas que nos acontecem.

Imagine que, se não tivéssemos mudado ao longo da história de cada um, não tivéssemos arriscado nossos primeiros passos, aceitado a introdução dos hábitos alimentares, nos alfabetizados nos primeiros anos escolares, feito novas amizades na adolescência, e assim por diante; talvez não estivéssemos neste momento aqui, compartilhando desta leitura.

Como agentes de mudança, somos feitos de nossas escolhas

Todas as nossas escolhas, assim como as escolhas que fizeram por nós, nos trouxeram aqui hoje, ao presente! Por isso, ainda que não percebamos, sofremos e causamos muitas mudanças ao longo da vida.

Mesmo assim, fazer a escolha consciente de mudar, exige passar por algumas etapas que podem não ser tão lineares e fáceis como no processo de desenvolvimento natural do homem.

Veja: como um mecanismo de sobrevivência, nos organizamos em rotinas, com hora para cada tarefa do dia, datas para comemorações e festividades, e em turnos para melhor desempenho de cada comportamento. Com isso, acabamos por nos adaptar a um ou outro estilo de vida, e mantê-lo.

Dentro desta rotina de hábitos e comportamentos, não é improvável que, com o passar do tempo, deixemos de nos questionar e questionar às situações. Sobre por que as coisas são como são ou o quanto aquela rotina que organizamos há anos atrás ainda é eficiente para nós ou nos proporciona bem-estar.

É fato que assim como nos acostumamos aos prazeres da vida, nos acostumamos também àquilo que nos faz mal. Não por algum tipo de prazer na dor, mas por comodidade e resistência ao diferente.

Mesmo nas situações ruins, nós nos preparamos e sabemos o que esperar de si e do outro, mas em toda nova situação que vem da mudança, precisamos lidar com incertezas, inseguranças e medos. E se o desconhecido nos assusta, por que mudar não é mesmo?

Autoconhecimento e mudança

Conhecer a nós mesmos, nossos pontos fortes e limitações, é um dos principais motivos que nos levam à mudança. Se eu não sei dos meus desejos e vontades, se não consigo reconhecer o que me causa mal-estar no dia a dia e nas minhas relações, dificilmente conseguirei romper um padrão.

Por isso, buscar sair da inércia e observar mais seus próprios pensamentos, emoções e comportamentos, será fundamental em um processo de mudança.

Ao nos darmos conta de uma necessidade, é imperativo que comecemos a investigá-la, medindo suas causas e efeitos, antes de dar um passo em direção a mudança que irá supri-la.

Uma forma de fazer isso, é imaginar situações em torno dessa mudança, para ver por quais caminhos ela te leva. Obviamente, não somos capazes de controlar tudo o que está por vir, mas analisando o máximo possível dos aspectos envolvidos, conseguimos ter certa previsibilidade, que poderá acalmar algumas angústias e medos.

Depois da consciência, os primeiros passos da mudança

Passada a fase de tomada de consciência da necessidade de mudança e de análise desta, chega o momento de dar os primeiros passos.

Ninguém precisa mudar tudo de uma vez e, talvez, essa seja a grande lição a aprender aqui! Ao identificar um problema, muitas vezes acabamos por nos cobrar uma solução revolucionária e imediata, e é justamente por parecer grande demais, que desistimos.

Se eu preciso, por exemplo, começar um novo trabalho, e mesmo antes de começá-lo me pego cobrando por perfeição, ativo em mim alguns gatilhos de estresse e ansiedade, que em um nível elevado, pode me fazer desistir do emprego. Já pensou?

Mas se eu me acolho, se me conheço e aceito a realidade de que estou indo para um lugar novo, com novas dinâmicas e pessoas, e que como qualquer outra pessoa, precisarei de um tempo para me adaptar, ajusto minhas expectativas e sigo em frente.

Vou ao primeiro dia, a primeira semana, o primeiro mês e assim por diante. Quando menos se espera, está lá! Adaptado ao novo trabalho, dando tudo aquilo que se espera.

É importante dizer aqui que ajustar a expectativa não significa não acreditar em si mesmo ou no seu potencial de superação, mas ter um olhar mais real para as circunstâncias, para não se cobrar além do possível.

Ao promover uma mudança no nosso estilo de vida, na nossa rotina, nas relações e comportamentos, estamos “brincando” de tentativa e erro. No começo podemos nos decepcionar, ficar frustrados, mas com prática e auto amor, acabamos por superar essas etapas.

Não dá para dizer o momento exato em que estaremos prontos para fazer uma mudança em nossas vidas, mas podemos estar atentos a nós mesmos e ao mundo que nos cerca, para perceber quando estamos prontos a encarar nossos medos.

Como identificar sua prontidão para a mudança

  • Primeiro procure se conhecer;
  • Depois analise os fatos e circunstâncias que envolver essa mudança;
  • Análise prós e contras (escreva, se te ajudar);
  • Compartilhe ideias e experiências com pessoas próximas e/ ou que viveram situações parecidas;
  • Dê um passo por vez na mudança – identifique e comece pela parte mais fácil.

Lembre-se que nós somos os principais agentes de mudança nas nossas vidas. Contudo, não precisamos estar sozinhos neste processo.

Por isso, conte com seus familiares e amigos de confiança para compartilhar suas angústias, e também, fale com um Psicólogo!

“Mudar é difícil, não mudar é fatal” (William Pollard).

Escrito por Rafaela C. de Mattos – CRP: 06/129711

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