Vamos falar de diversidade geracional?

Por Claudia Machado

É sabido que temos muitas minorias impactadas socialmente, e temos muito o que evoluir para lidar com as questões relacionadas a este tema. Mas, talvez pensando em causa própria, proponho aqui uma reflexão sobre como a diversidade geracional pode gerar mais eficiência, menos conflito, mais empatia e sabedoria para as nossas estratégias.

Segundo uma pesquisa realizada pela Forbes, equipes inclusivas tomam decisões de negócios em menos tempo, atestam mais produtividade, minimizam o tempo gasto em reuniões e geram resultados 60% melhores.

Essa luta entre acomodação e energia, experiência e inovação, o “conhecido” e o novo…. nada disso precisa ser polarizado. O melhor é sempre o meio do caminho, é dar espaço para os dois lados, é explorar a riqueza dos contrapontos.

E este exercício deve ser recíproco. Os mais experimentes, que como eu já passaram da metade da vida profissional produtiva, precisam manter a chama acesa, precisam buscar atualizações constantes, exercer o chamado lifelong learning (o aprendizado contínuo ao longo da vida) e adotar o “nunca parar de aprender”. Aprendizado é vida!

Aos mais novos, cabe exercitar formas diferentes de colocar seus pontos, canalizar a energia, e transformar o inconformismo em propostas realizadoras.

Um case exemplar que gostaria de trazer é o da Credicard, que com 38% da base de clientes com 40+ e uma forte concentração de profissionais de 20 a 30 anos nos times da empresa, os líderes da companhia começaram a perceber que muitos clientes não estavam entendendo o que a turma mais jovem da empresa estava falando. E aí? Qual foi a saída? A chegada de consultores 50+ em fevereiro deste ano para trazer aprendizados para diferentes times.

Temos cases legais e fatos, dados, que comprovam a relevância do que eu trago para reflexão. Mas, além disso tudo, temos uma coisa que é mandatória para que tudo saia da melhor forma possível: treinar os ouvidos. Quanta coisa se aprende quando os canais estão abertos de fato? Quando conhecemos nossos vieses e os domamos? Sim, porque vieses sempre teremos, e reconhecê-los nos leva a um caminho de plenitude em nossos relacionamentos, sejam profissionais ou pessoais. O poder da escuta é o mais potente de todos. Sejamos ouvintes para sermos ouvidos.

E você? Como enxerga esse tema? Coloque sua opinião nos comentários!

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